A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da ação do Núcleo de Defesa da Mulher, da delegacia de Sorriso, prendeu ontem (14) uma mulher apontada como autora de roubos no estado de São Paulo.

A foragida responde a processo de roubo qualificado pelo concurso de pessoas, ou seja,  quando dois ou mais agentes, de comum acordo, praticam um ou mais crimes. O delito foi praticado em 2013 e até o momento não foi divulgado há quanto tempo a mulher se escondia na cidade de Sorriso.

O mandado de prisão havia sido decretado pela Segunda Vara Criminal de Assis (SP). A prisão ocorreu após uma denúncia anônima de um órgão público, onde a criminosa estaria omitindo informações pessoais. O Núcleo de Inteligência da polícia civil foi acionado para finalmente cumprir a ordem judicial. A mulher foi encaminhada ao Presídio Feminino de Colíder-MT e se encontra a disposição da Justiça do estado de São Paulo.

Núcleo de Defesa da Mulher

Inaugurado em 10 de Maio de 2018, está anexo à Delegacia de Polícia de Sorriso. Inicialmente, o núcleo se destina ao atendimento mais adequado de mulheres vítimas de violência doméstica, separando-as de seus agressores durante as oitivas. Contudo, em situações onde a mulher é a transgressora, o núcleo também presta um atendimento mais específico.

Cadeia Pública de Colíder

É a unica unidade penal feminina da região norte de Mato Grosso. Conforme levantamento do Diário Prime, na última atualização de dados, em Outubro de 2019, a cadeia comportava 64 reeducandas, das quais, apenas cinco eram condenadas e 59, provisórias.

Eli Terezinha Muniz de Ávila, há mais de um ano na direção da cadeia, desempenhou a função de agente penitenciária por 20 anos e foca o seu trabalho nas atividades internas como forma de criar expectativas de recomeço: “São atividades que podem gerar renda de forma mais autônoma, sem depender tanto de contratação por parte de empresas, que muitas vezes ainda têm preconceito com egressos do sistema prisional”.

De acordo com Simone Lira, superintendente penitenciário da região oeste, antes a realidade da unidade era bem diferente: “Percebemos que organizar estruturalmente daria espaço e condições para humanizar as condições para as reeducandas. Medidas pontuais como, por exemplo, alteração de uma sala pra outra, troca, manutenção de algumas salas que fez com que tivesse uma sala de enfermagem decente, um atendimento, uma sala para atendimento com defensor, assistência psicológica e social, enfim, detalhes que fizeram muita diferença”.

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